08/04/2021

Professor de Educação Física da FUNEPE conquista cargo de técnico da Seleção Brasileira de Rugby

O penapolense Rafael Gouveia, 33, profissional de Educação Física e mestre docente na Fundação Educacional de Penápolis (FUNEPE) entra para a Seleção Brasileira de Rugby em cadeira de rodas alcançando o cargo mais importante da equipe, o de técnico. O anúncio, feito neste mês de março, foi celebrado entre a equipe de colaboradores e docentes da faculdade. Rafael começou a sua carreira como assistente técnico no time de atletas em cadeira de rodas da Universidade de Campinas (UNICAMP) onde cursou sua primeira graduação em Educação Física, em 2009. O professor traz a sua consagrada experiência prática para a sala de aula com um histórico profissional extenso e passagens por times campeões em diversos campeonatos no Brasil e no mundo, além de já ter sido técnico da seleção nacional do time de Rúgbi anteriormente, participando da Paralimpíadas de 2016. Incluindo a docência no curso da ‘’Educa” da FUNEPE, Rafael também atua como técnico do time MinasQuad de Belo Horizonte - MG e realiza consultoria em vários times de atletas cadeirantes em diversos estados do país.

Voltado para atuar no esporte com atletas paraplégicos e tetraplégicos, a carreira do treinador é pautada, desde o início, no desenvolvimento de estudos e treinos de alta performance para cadeirantes a fim de possibilitar novas perspectivas e resultados, além de garantir um lugar de destaque no cenário do esporte brasileiro. O professor conta que juntamente com a equipe docente do curso de Educação Física, visa possibilitar projetos de extensão com atividades físicas exclusivas para deficientes físicos utilizando a estrutura do campus da faculdade para que cadeirantes sejam incluídos em práticas de lazer e esporte em Penápolis. ‘‘Precisamos democratizar o acesso aos serviços, esporte e lazer às pessoas com deficiência aqui em Penápolis e a FUNEPE tem vanguarda nas discussões sobre as mudanças sociais na região. Cabe a nós promover essa discussão e proporcionar saúde e bem-estar a estas pessoas e na comunidade como um todo, através do preparo dos nossos alunos’’.

 

Ambiente Acadêmico

Destaque nacional é pouco para quem se dedica há tantos anos ao esporte inclusivo como treinador. Rafael indica que as trocas de vivências que acontecem em sua rotina dentro e fora da sala de aula são engrandecedoras para a sua carreira e responde que a graduação em Educação Física da FUNEPE é um dos cursos mais completos que já conheceu em toda a sua jornada profissional. Segundo ele, a instituição conta com professores que já estiveram ou estão nas melhores instituições de pesquisa científica e com passagens históricas em clubes e equipes esportivas aqui no Brasil e por todo o mundo, além disso, todo o seu conhecimento em atuar com o Rugby treinando atletas em cadeira de rodas inspira os alunos a acessarem uma realidade que busca, através do aprendizado teórico e práticas pedagógicas, incluir e incentivar a atuação destes futuros profissionais como cidadãos conscientes dessas necessidades que os deficientes físicos encontram na sociedade.   

‘‘Penso que trabalhar com pessoas com deficiência é uma possibilidade real de o profissional de educação física ter ascensão na carreira. A ideia é proporcionar aos nossos alunos estágios em grandes equipes inseridas no ambiente esportivo dentro da nossa própria infraestrutura, a fim de obterem a prática e acessarem oportunidades profissionais’’, conclui.

 

Esporte

O Rugby (nome em inglês) em cadeira de rodas é um jogo em que uma bola oval é conduzida pelas mãos dos jogadores até a marcação de dois cones na linha de fundo da quadra. Explicando de maneira sintética, o objetivo principal da disputa é fazer um “try’’ (como se fosse o ‘gol’ em um lance de futebol tradicional), sendo este o lance que vale mais pontos no jogo. O esporte que nasceu na Inglaterra no século 19, passou por adaptação para cadeirantes no final da década de 70 no Canadá e atualmente é uma modalidade paraolímpica. A prática exige dos seus jogadores intensidade, resistência, habilidade e estratégia. E são essas características que o técnico Rafael busca reunir em sua equipe. A Seleção Brasileira de Rugby em cadeira de rodas hoje está entre as 9 melhores do mundo e é a 4º melhor entre as américas, conquistando o bronze na Colômbia em 2011 e o bronze nos Estados Unidos em 2013.